30 julho 2009

Apostila Como elaborar um plano de marketing

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Como elaborar um plano de marketing

Informações sobre o Sebrae Minas

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) é uma

entidade civil sem fins lucrativos, que funciona como Serviço Social Autônomo. Criado

pela Lei nº 8.209, de 12/4/90, e regulamentado pelo Decreto nº 99.570, de 9/10/91, a instituição

está vinculada ao Sistema Sebrae, que tem ramificações em todo o Brasil.

O Sebrae-MG atua na busca da redução e racionalização da carga tributária e da burocracia.

Em consonância com as políticas nacionais, regionais e estaduais de desenvolvimento,

oferece uma variada gama de serviços aos empresários e pessoas interessadas

em iniciar o próprio negócio.

Por meio de parcerias com municípios, instituições e entidades empresarias, o Sebrae-

MG define e elabora estratégias de desenvolvimento, apoiando setores que precisam se

tornar mais competitivos. Com programas específicos, estimula a cultura da cooperação,

além de facilitar o acesso às tecnologias e ao crédito.

Para orientar o empresário no processo de gestão e obtenção de melhores resultados

empresariais, o Sebrae Minas dispõe de consultores especializados em diversas áreas,

entre as quais finanças, custos, produção, marketing, pesquisa de mercado, franquias,

recursos humanos, qualidade e jurídico-tributária.

Estímulos aos negócios

O Sebrae-MG também apoia projetos desenvolvidos em incubadoras de empresas, em

parceria com institutos de pesquisas, universidades e iniciativa privada.

Para gerar novos negócios, parcerias e intercâmbios, o Sebrae promove inúmeros eventos,

como feiras, encontros e missões empresariais, rodadas de negócios, seminários

técnicos e comerciais, aproximando quem quer comprar de quem precisa vender, viabilizando

parceiras, ampliando e otimizando oportunidades.

Oferece soluções em educação empreendedora, por meio de treinamentos, atendimentos

individualizados presenciais e a distância e programas para melhoria dos processos

gerenciais e desenvolvimento de habilidades de liderança e do comportamento empreendedor.

E na preparação de futuros gerentes e empresários, a entidade mantém escolas

de formação gerencial de ensino médio, com habilitação técnica em Administração.

Todos esses produtos e serviços estão à disposição dos empresários e empreendedores

por meio da Rede Sebrae de Atendimento, presente em todo o Estado ou via internet

(www.sebraeminas.com.br) ou pela Central de Orientação Empresarial – CORE

(31) 3269-0180.

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Apresentação

O Sebrae atua há mais de 30 (trinta) anos em todo o país, sempre com o objetivo de aumentar

a competitividade das empresas de micro e pequeno portes.

Baseado nessa experiência, o Sebrae Minas lança uma série de manuais com temas gerenciais

diversificados e abrangentes, buscando orientar os empreendedores quanto às

suas dúvidas mais freqüentes no processo de gestão de um pequeno negócio.

A série é formada pelos seguintes manuais:

Como Elaborar um Plano de Negócio

Como Elaborar um Plano de Marketing

Como Elaborar uma Pesquisa de Mercado

Como Elaborar Controles Financeiros

Estes manuais foram produzidos com o intuito de dar uma visão ampla e prática das ferramentas

de gestão existentes, contribuindo para o aprimoramento da gestão dos pequenos

empreendimentos, sem contudo esgotar os temas abordados. Os empreendedores

e empresários poderão, a partir da leitura destes manuais, implantar as ferramentas

de gestão apresentadas, sem maiores dificuldades.

Para dar suporte à implantação dos modelos sugeridos, os empreendedores e empresários

interessados poderão, a qualquer momento, contatar a Rede Sebrae de Atendimento,

de forma presencial nos Pontos de Atendimento, ou a distância na Consultoria

On-line, por meio do site www.sebraeminas.com.br ou pela Central de Orientação Empresarial

– CORE (31) 3269-0180.

Mara Veit

Gerência de Atendimento e Tecnologia

Sebrae Minas

Apostila Marketing, Administrando Desafios e Gerando Necessidades

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1.                             Marketing:Administrando Desafios e Gerando Necessidades

 

Marketing:Administrando Desafios e Gerando

Necessidades

Karla Santiago Silva_

Índice

1 Marketing e A Nova Ordem de Mercado

1

2 Marketing, gerador de necessidades 3

3 Mas afinal de contas qual é o papel do

marketing? 4

4 Referências Bibliográficas 4

“O Marketing depende pessoas experientes

e talentosas que adquiram conhecimento e

desenvolvam programas para atrair

clientes”.

Regis McKenna (2000)

Resumo

Este trabalho apresenta qual o papel do marketing

na sociedade moderna mediante as

observações de que o campo dos negócios

se mostra mutável de tempos em tempos, e

que as ações e estratégias de marketing ganham,

também, uma nova visão por parte dos

administradores. É demonstrado ainda, no

_Graduada em Comunicação Social com Habilitação

em Relações Públicas pela Universidade Salvador

(UNIFACS) e Pós-graduanda em MBA emMarketing

pela UNIFACS.

decorre do mesmo, a importância de si conhecer

e estudar o comportamento do consumidor

na atualidade. Como forma de definir

o papel do marketing hoje, é analisada

as questões de gerar necessidades e satisfazer

desejos dos públicos-alvos aliando a

isto a análise, planejamento, implementação

e controle dos programas de administração

do próprio marketing.

1 Marketing e A Nova Ordem de

Mercado

De tempos em tempos é exigido do mercado

que repense sua administração, táticas, objetivos

e estratégias de negócios. Assim, uma

vez que o campo dos negócios se mostra mutável,

é exigido, também, que a missão e estratégias

de marketing inseridas nas empresas

sejam reverificadas. Principalmente porque,

hoje, ao invés de operarem em um mercado

de concorrentes fixos e consumidores

com preferências estáveis, o marketing e o

sistema empresarial como um todo, devem

vislumbrar o caminho para a eficácia de suas

ações como uma corrida. Na qual o desafio

seja não só o trajeto a ser percorrido para o

sucesso, como também todas as intempéries

sociais existentes para se fazer chegar a este

sucesso, tais como: os avanços tecnológicos,

2 Karla Santiago Silva

as políticas sazonais locais e globais, a pouca

lealdade do consumidor e outros.

Em uma breve retrospectiva da trajetória

do marketing é possível perceber que as empresas,

apesar das conturbações e dificuldades

existentes, poderiam produzir seus produtos

e fazer com que estes chegassem nas

mãos do consumidor através de um bom preparo

dos vendedores e de uma forte divulgação

do seu produto, apenas. Pois, o enfoque,

até então, era em cima da produção

e, conseqüentemente, da venda e do lucro.

Tudo porque marketing era pouco mais que

o ato de vender qualquer coisa que fosse

produzida. Entretanto, esta ação de marketing

hoje não condiz com as expectativas de

mercado. Contudo, é importante ressaltar

que ainda existem administrações empresariais

que pensem o marketing de forma tão

simplificada.

No entanto, as empresas vencedoras no

mercado atualmente estão se movimentando

com uma visão mais ampla da missão e das

estratégias do marketing. Segundo KOTLER

(1996)1, estas empresas vêem o marketing

como uma filosofia que deve ser difundida

por toda a companhia e não, simplesmente,

como uma função à parte. Claro que pensar

o marketing – não só como um buscar

de clientes para produção – e, sim, como

um processo de planejamentos é considerar

o fato de que os consumidores encontram

uma diversidade de produtos em cada categoria,

e que diante de uma ampla escolha,

eles tendem a demonstrar uma exigência

maior na hora de efetuar uma compra. Pois,

o consumidor passa a analisar fatores como

preço/produto, a fazer combinações de oferta

1 KOTLER, Philip ao descrever o papel crítico do

marketing nas organizações e na sociedade atual.

e serviço. E por fim será adquirido aquilo

que melhor atender as necessidade e expectativas

individuais do consumidor.

Logo, se hoje a sociedade esta muito mais

segmentada, no que se refere às necessidades

mercadológicas, mais do que no passado, e

que as formações sociais dos grupos de conveniência

são das mais variadas possíveis,

é importante que as empresas analisem que

tipo de produto ou serviço estaria potencializado

dentro do variado universo de necessidades

e desejos do consumidor. Pois uma

vez que uma organização deseje permanecer

no mercado, ela deve estudar de forma significativa

os seus clientes, seus hábitos e costumes,

enfim todos os seus comportamentos

na hora de efetuar uma compra ou adquirir

um serviço, para que assim possam ser desenvolvidos

produtos e serviços compatíveis

a cada público-alvo.

Atrelado a estas questões é importante

perceber ainda que, antes de tudo, “o consumidor

é um ser humano influenciado socialmente,

economicamente e dono de um temperamento

próprio e de características pessoais

peculiares2. Sendo assim, suas necessidades

podem ser moldadas não só pela cultura

como também pelas características individuais

do próprio consumidor.

E é partindo desta análise, sobre o comportamento

do consumidor, que as empresas

bem-sucedidas, hoje, procuram ser as melhores

em atendimento às necessidades de

seus mercados-alvos. Sobretudo, e como

afirma KOTLER (1996), dedicam uma extrema

atenção na qualidade do atendimento,

levam em consideração o produto, preço,

 

Apostila leis das finanças locais

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LEI DAS FINANÇAS LOCAIS

 

1 – A presente lei estabelece o regime financeiro dos municípios e das freguesias.

2 – Os princípios previstos no presente capítulo são aplicáveis às Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, na medida em que se mostrem compatíveis com a natureza destas, sendo o seu regime financeiro específico estabelecido em diploma próprio.

Artigo 2.º

Princípio da coerência

O regime financeiro dos municípios e das freguesias respeita o princípio da coerência com o quadro de atribuições e competências que legalmente lhes está cometido, designadamente ao prever regras que visam assegurar o adequado financiamento de novas atribuições e competências.


1 PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local

Artigo 3.º

Princípio da autonomia financeira dos municípios e das freguesias

1 – Os municípios e as freguesias têm património e finanças próprios, cuja gestão compete aos respectivos órgãos.

2 – A autonomia financeira dos municípios e das freguesias assenta, designadamente, nos seguintes poderes dos seus órgãos:

a) Elaborar, aprovar e modificar as opções do plano, orçamentos e outros documentos previsionais;

b) Elaborar e aprovar os documentos de prestação de contas;

c) Exercer os poderes tributários que legalmente lhe estejam cometidos;

d) Arrecadar e dispor de receitas que por lei lhes forem destinadas;

e) Ordenar e processar as despesas legalmente autorizadas;

f) Gerir o seu próprio património, bem como aquele que lhes for afecto.

3 – São nulas as deliberações de qualquer órgão dos municípios e freguesias que envolvam o exercício de poderes tributários ou determinem o lançamento de taxas não previstos na lei.

4 – São igualmente nulas as deliberações de qualquer órgão dos municípios e freguesias que determinem ou autorizem a realização de despesas não permitidas por lei.

Artigo 4.º

Princípios e regras orçamentais

1 – Os municípios e as freguesias estão sujeitos às normas consagradas na Lei de Enquadramento Orçamental e aos princípios e regras orçamentais e de estabilidade orçamental.

2 – O princípio da não consignação não se aplica às receitas provenientes de fundos comunitários e do fundo social municipal, previsto nos artigos 24.º e 28.º, às receitas dos preços referidos no n.º 4 do artigo 16.º, todos do presente diploma, bem como às provenientes da cooperação técnica e financeira e outras previstas por lei.


2 PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local

3 – O princípio da equidade intergeracional, relativo à distribuição de benefícios e custos entre gerações, implica a apreciação nesse plano da incidência orçamental:

            a) Das medidas e acções incluídas no plano plurianual de investimentos;

            b) Do investimento em capacitação humana co-financiado pela autarquia local;

            c) Dos encargos com os passivos financeiros da autarquia local;

            d) Das necessidades de financiamento do sector empresarial municipal ou intermunicipal, bem como das associações de municípios ou intermunicipais;

            e) Dos encargos vencidos e não liquidados a fornecedores;

            f) Dos encargos explícitos e implícitos em parcerias público-privados, concessões e demais compromissos financeiros de carácter plurianual.

 

4 — Os municípios e as freguesias estão também sujeitos, na aprovação e execução dos seus orçamentos, aos princípios da estabilidade orçamental, da solidariedade recíproca entre níveis de administração e da transparência orçamental.

5 – O princípio da transparência orçamental traduz-se na existência de um dever de informação mútuo entre o Estado e as autarquias locais, como garantia da estabilidade orçamental e da solidariedade recíproca, bem como no dever de estas prestarem aos cidadãos, de forma acessível e rigorosa, informação sobre a sua situação financeira.

6 – O princípio da transparência na aprovação e execução dos orçamentos dos municípios e das freguesias aplica-se igualmente à informação financeira respeitante às associações de municípios ou de freguesias, bem como às entidades que integram o sector empresarial local, concessões municipais e parcerias público privadas.

Artigo 5.º

Coordenação das finanças locais com as finanças estaduais

1 – A coordenação das finanças dos municípios e das freguesias com as finanças do Estado terá especialmente em conta o desenvolvimento equilibrado de todo o país e a necessidade de atingir os objectivos e metas orçamentais traçados no âmbito das políticas de convergência a que Portugal se tenha obrigado no seio da União Europeia.


3 PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local

2 – A coordenação referida no n.º anterior efectua-se através do Conselho de Coordenação Financeira do Sector Público Administrativo, sendo as autarquias locais ouvidas antes da preparação do Programa de Estabilidade e Crescimento e da Lei do Orçamento do Estado, designadamente quanto à participação das autarquias nos recursos públicos e ao montante global de endividamento autárquico.

3 –Tendo em vista assegurar a coordenação efectiva entre as finanças do Estado e as finanças das autarquias locais, a Lei do Orçamento do Estado pode definir limites máximos ao endividamento municipal diferentes daqueles que se encontram estabelecidos na presente lei.

4 – A violação do limite de endividamento líquido previsto para cada município no n.º 1 do artigo 37.º origina uma redução no mesmo montante das transferências orçamentais devidas no ano subsequente pelo subsector Estado.

Artigo 6.º

Promoção da sustentabilidade local

1 – O regime financeiro dos municípios e das freguesias deve contribuir para a promoção do desenvolvimento económico, a preservação do ambiente, o ordenamento do território e o bem-estar social.

2 – A promoção da sustentabilidade local é assegurada, designadamente:

            a) pela discriminação positiva dos municípios com área afecta à rede NATURA 2000 ou área protegida não incluída na Rede NATURA 2000, no âmbito do Fundo Geral Municipal;

            b) pela exclusão das dívidas contraídas para desenvolvimento de actividades de reabilitação urbana, dos limites ao endividamento municipal;

            c) pela concessão de isenções e benefícios fiscais relativos a impostos a cuja receita os municípios têm direito, a contribuintes que prossigam as suas actividades de acordo com padrões de qualidade ambiental e urbanística;

            d) pela utilização de instrumentos tributários orientados para a promoção de finalidades sociais, urbanísticas e ambientais, designadamente taxas.

 

 

Apostila Breve história do pensamento teórico em finanças

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1.                             Breve história do pensamento teórico em finanças

2.                              

Poucos temas, na área permeada pela Economia, Administração e Finanças,

experimentaram crescimento e impacto reais tão fantásticos no mundo dos negócios

quanto o dos conceitos e modelos de determinação do preço de ativos. Esses

novos modelos mudaram a abordagem das finanças corporativas, transformandoas,

a partir de uma versão eminentemente descritiva, em uma outra voltada ao

rigor analítico e à incorporação de características dos investidores e do mercado.

O modelo conhecido como CAPM (Capital Asset Pricing Model) gerou proposições

testáveis empiricamente e tornou possível a utilização de diversas ferramentas

quantitativas nos bancos de dados financeiros disponíveis. Posterior extensão do CAPM

revelou sua robustez teórica e, nas questões práticas, o modelo apresentou versatilidade

ao ser aplicado na avaliação de ações, na determinação do custo de capital, na avaliação

de empresas, em fusões e aquisições e em muitas outras.

As melhores decisões

O conceito de Finanças, na sua acepção moderna, nasceu

nos anos de 1950. Desde então, esta área tem ultrapassado

muitas outras das mais tradicionais da Economia, em número

de estudantes, professores e, principalmente, na quantidade

e qualidade da produção científica. Constata-se que a maioria

dos professores de Finanças leciona em cursos de

Administração, em que a abordagem característica é

normativa, isto é, um tomador de decisão, seja um investidor

individual ou gerente empresarial, busca maximizar uma

função-objetivo, seja em utilidade ou em retorno esperado,

ou agregar valor para o acionista, para um dado preço de

título obtido no mercado.

Em outras palavras, em escolas de Administração de

Empresas se ensina como tomar as melhores decisões.

Nestes últimos anos, um artigo normal em periódicos de

Finanças costuma ter duas seções principais: a primeira

apresentando um modelo e a segunda mostrando a aplicação

empírica do modelo com os dados do mundo real.

Sem pretender traçar uma visão completa da área, e

aproveitando a visão de Merton Miller sobre alguns dos

pontos fortes da história das Finanças destas últimas

décadas, destacamos:

Emilio Araújo Menezes

Breve história do

pensamento teórico em finanças

r e v i s t a FA E B U S I N E S S , n.4, dez. 2002

...

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Markowitz e a teoria da seleção

de carteira (1952)

Existe consenso entre os estudiosos em Finanças que

o artigo de Harry Markowitz (Portfolio Selection, de 1952)

foi o precursor da moderna teoria de Finanças, ao

apresentar de maneira precisa, pela primeira vez, os

conceitos de risco e retorno. Essa identificação de retorno

e risco através de média e variância tão usada por

profissionais de finanças hoje em dia não era tão óbvia

naqueles dias! Essa façanha de Markowitz tornou possível

a utilização da poderosa álgebra de matemática estatística

nos estudos de seleção de carteiras.

William Sharpe

e o CAPM (1964)

Alguns anos depois, Sharpe e outros iniciam a criação

do seu modelo, imaginando um mundo no qual todo o

investidor utiliza a teoria da seleção de carteiras de

Markowitz através da média e variância. Sharpe supõe

também que os investidores compartilham dos mesmos

retornos esperados, variâncias e covariâncias. Mas ele

não assume que todo investidor possui o mesmo grau de

aversão ao risco. Assim, os investidores sempre vão poder

reduzir o grau de risco, à medida que sejam tomadores de

parcelas maiores de ativos livres de risco, junto com a

combinação de carteiras de ativo de risco.

O realismo ou a falta de realismo das suposições

subjacentes ao CAPM não foi objeto de debates, pois se

adotou a visão positivista de Friedman: o que conta não é

a precisão das suposições mas as predições do modelo!

E as predições deste modelo ainda são as melhores, apesar

de todas as suas limitações.

O CAPM implica que a distribuição dos retornos

esperados de todos os ativos de risco é uma função linear

do risco dos títulos, isto é, de sua covariância com a carteira

de mercado ou o conhecido Beta. O CAPM não só ofereceu

novos e poderosos argumentos na natureza do risco, mas

permitiu uma investigação empírica necessária para o atual

desenvolvimento de finanças. O modelo da média e

variância de Markowitz e o CAPM de Sharpe e outros foram

contribuições que tiveram seu valor científico reconhecido

pelo comitê do prêmio Nobel de 1990.

A hipótese da eficiência

de mercado

Esta teoria, intimamente ligada ao modelo anterior, se

refere à hipótese de mercados eficientes. Afirma-se que

não há uma simples regra, baseada nos dados e

informações publicamente disponíveis, que possa gerar

ganhos extraordinários aos investidores; e que os preços

das ações se comportam aleatoriamente (randon walk).

Proposição de Modigliani

e Miller

Outro dos pilares sobre os quais as teorias de Finanças

se baseiam são as proposições de Modigliani e Miller

(M&M) sobre a estrutura de capital, com a publicação do

seu primeiro artigo sobre custo de capital, finanças

corporativas e teoria de investimentos.

Tanto as proposições de M&M como o CAPM e a

hipótese de eficiência de mercado tratam do equilíbrio no

mercado de capitais e de quais forças atuam quando este

equilíbrio é perturbado.

Derivativos e Opções

Estudos recentes em Finanças, também reconhecidos pelo

Comitê do Prêmio Nobel, se situam no campo das Opções e

de Derivativos, cujos pioneiros foram Merton e Scholes,

seguidos de perto por Fischer Black. Contrato derivativo é

um contrato cujo valor deriva do valor de uma taxa de

referência, do valor de um título (ou de uma commodity) ou

de um índice. A opção, por sua vez, é um instrumento que dá

O CAPM não só ofereceu novos

e poderosos argumentos na

natureza do risco, mas permitiu

uma investigação empírica

necessária para o atual

desenvolvimento de finanças

r e v i s t a FA E B U S I N E S S , n.4, dez. 2002

50

Finanças CorporativasFinanças Corporativas

a seu comprador um direito futuro sobre algo, mas não uma

obrigação, e ao seu vendedor uma obrigação futura, caso a

opção seja exercida pelo comprador.

A fórmula de Black-Scholes-Merton diz que o preço de

uma opção é função do valor corrente de mercado do título,

do preço futuro, do período até o vencimento e da taxa livre

de risco, além da variância dos retornos deste título.

Perspectivas futuras

Quais seriam as alternativas para novas pesquisas em

Finanças? Sem grandes especulações, poderíamos dizer que

ainda há muito a se fazer no Brasil sobre esses temas em

finanças corporativas. Muitas questões não foram totalmente

resolvidas, apesar de muitos modelos terem surgido, como

a teoria de agência ou governança

corporativa, capital intelectual e

intangíveis, finanças pessoais,

finanças comportamentais,

inteligência artificial e modelos

financeiros, custo e estrutura de

capital. No Brasil parece ser muito

promissora a questão da avaliação

dos ativos de renda fixa e seu índice de referência,

derivativos e ferramentas para suporte à tomada de decisão.

As tomadas de decisões econômicas por empresas e

indivíduos são inerentes à vida e são fortemente

influenciadas por aquilo que está acontecendo ou virá a

acontecer no ambiente macroeconômico. Nesta última

década, aconteceu uma verdadeira revolução nas

organizações, que estão se transformando para competir

num mercado cada vez mais exigente.

A gestão profissional é cada vez mais exigida para a

sobrevivência e o desenvolvimento das empresas,

especialmente com a informatização da comunicação e

dos processos de trabalho. Engana-se quem pensa que o

Brasil está fora disso! Só para lembrar um exemplo, o

Brasil é hoje um dos poucos países no mundo onde o

contribuinte faz e envia sua declaração de imposto de renda

pela internet. O computador é ferramenta incorporada à

vida do cidadão, tanto no interior como nas grandes

cidades. Um número crescente de investidores está

optando pelo investimento através de home-brokers, que

nada mais é do que um sistema de negociação ligado com

a Bolsa de Valores de São Paulo, que permite ao usuário

dar ordens diretas de compra e venda por meio da internet.

O volume de negócios com home-brokers tem crescido

a taxas expressivas e apresenta vantagem no custo, pois

as taxas cobradas em geral são mais baixas.

A legislação, a mídia e a conscientização

em relação aos direitos do cidadão

e do consumidor têm obrigado as

empresas a mudarem suas práticas

de relacionamento com os clientes

Foco no cliente

A legislação, a mídia e a conscientização em relação aos

direitos do cidadão e do consumidor têm obrigado as empresas

a mudarem suas práticas de relacionamento com os clientes.

Como é difícil “encantar o cliente” com empregados

insatisfeitos, as organizações estão percebendo a necessidade

de uma política adequada de recursos humanos. As práticas

administrativas com foco no cliente permitiram que as

carroças brasileiras” se tornassem veículos dotados de

tecnologia avançada, levando empresas, pertencentes a esta

cadeia de valor, a melhorar a qualidade dos produtos e dos

sistemas gerenciais.

Essa revolução apresenta indiscutíveis impactos na

formação de pessoal e tem levado as organizações a

investir pesadamente em educação

e treinamento, com a participação

dos centros de excelência das

universidades brasileiras, com

destaque para a Faculdade de

Administração e Economia (FAE),

que vem obtendo resultados

amplamente compensadores.

Navegar nos métodos de ensino a distância é um exercício

recente, mas com crescente utilização nas suas variadas

formas: telecurso, videoconferência, internet, chat...

O início deste novo milênio verá desigualdades nas

populações de diferentes partes do país e do mundo. O

futuro será melhor para quem se preparar investindo em

tecnologia, administração e gerência dos seus negócios. As

economias com menor índice de desemprego e melhor

distribuição de riqueza são aquelas em que os mercados

dispõem de ferramentas para lidar com o futuro. Posicionase

melhor o exportador que fixa uma taxa de câmbio, o

gestor que protege sua carteira através dos mercados de

índices e opções, o agricultor que pode transferir seus riscos

para o mercado e o empresário que investir na capacitação

de seu pessoal.

Emilio Araújo Menezes é mestre em Engen

 

 

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